Publicado em: 11/03/2026
Eles estão nas nossas melhores memórias de verão, nos cartões-postais e na rotina de quem vive do mar. Sentar na pedra para ver o pôr do sol, preparar a linha de pesca, dar um mergulho ou simplesmente contemplar a força das ondas batendo nas rochas são rituais que fazem parte da nossa identidade costeira.
No Rio de Janeiro, ícones como o Pão de Açúcar e o Arpoador, além da histórica Pedra do Sal, que antes do aterro ficava à beira-mar, nos lembram diariamente da importância e imponência dessas formações. Mas o valor dos costões rochosos vai muito além do cenário. Eles são verdadeiros oásis de biodiversidade e peças fundamentais para a saúde do oceano e da gestão marinha.
É movido por essa combinação única de importância ecológica e valor imaterial que o Projeto Costão Rochoso, com a parceria da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, inícia em 2026 um momento histórico: a expansão de suas atividades pelo litoral fluminense.
De Arraial do Cabo para novas fronteiras
Após anos construindo uma base sólida de dados e transformações na Região dos Lagos, o projeto agora eleva sua maré para alcançar novos horizontes, cobrindo desde a Costa Verde até o norte do estado.
Para orquestrar esse novo momento, a equipe do projeto se reuniu neste início de ano para um imersivo workshop na nossa base operacional, em Arraial do Cabo (RJ). O encontro foi o ponto de partida para integrar as frentes de trabalho e desenhar estratégias adaptadas a territórios muito diversos. O desafio agora é dialogar com regiões que sofrem desde a alta pressão turística até áreas de pesca tradicional, além de trechos costeiros que guardam refúgios valiosos e pouco conhecidos da nossa biodiversidade.
O que muda na prática?
Ao expandir sua presença ao longo da costa, o projeto reforça que a conservação ambiental é uma agenda de interesse público, inseparável das pessoas. Em cada nova região alcançada, o trabalho se apoiará em quatro frentes principais:
Pesquisa científica aplicada: Ampliação do monitoramento de peixes, tartarugas, corais e demais invertebrados, gerando os dados essenciais para apoiar políticas de gestão marinha e uso sustentável.
Educação ambiental e comunicação: Iniciativas focadas em aproximar os moradores e os visitantes das práticas de conservação, traduzindo a ciência para o dia a dia.
Eventos culturais e ações comunitárias: Reconhecendo que a proteção do mar passa pelo sentimento de pertencimento, pela cultura local e pelos modos de vida de quem vive na costa.
Capacitação profissional: Oportunidades voltadas às comunidades locais, conectando a conservação dos ecossistemas ao desenvolvimento social.